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PróteseReabilitação oral

Prótese dentária

Dr. Thiago MassoniCRO-PR 35209Cirurgião Dentista

A prótese dentária substitui dentes perdidos ou recobre dentes muito comprometidos, devolvendo mastigação, fala e estética. Os tipos se organizam por duas variáveis: se são removíveis pelo paciente ou fixas, e sobre o que se apoiam — dentes, gengiva ou implantes.

Quais são os tipos de prótese?

Eles se distinguem pelo apoio e pela possibilidade de remoção.

  • Coroa unitáriarecobre um dente comprometido. Exige preparo, ou seja, desgaste do dente — por isso é indicada quando resta pouca estrutura.
  • Ponte fixarepõe dentes ausentes apoiando-se nos vizinhos, que precisam ser preparados. Desgasta dois dentes saudáveis para repor um ausente.
  • Prótese parcial removívelapoia-se nos remanescentes e na gengiva, presa por grampos ou encaixes. Custo mais acessível, estabilidade menor.
  • Prótese total removívela dentadura. Apoia sobre o rebordo; a carga sobre a gengiva contribui para a reabsorção óssea ao longo dos anos.
  • Prótese sobre implantescoroa unitária, sobredentadura ou protocolo fixo, sem envolver os dentes vizinhos.

Como se escolhe entre elas?

Por quatro perguntas, nesta ordem — e a última costuma ser a mais determinante.

  • O que ainda existequantos dentes, com que suporte ósseo e qual prognóstico. Dentes com bom prognóstico se preservam.
  • Quanto osso há disponíveldefine se implantes são viáveis sem enxerto, com enxerto, ou não são.
  • Quais as condições de saúde e higienediabetes, tabagismo, destreza manual, disponibilidade para retornos.
  • O que o paciente consegue manteruma prótese excelente no papel e impossível de higienizar é uma escolha ruim.

Prótese fixa é sempre melhor que removível?

É mais estável na maioria dos casos, mas nem sempre a mais indicada — e apresentar as duas como equivalentes em tudo seria impreciso.

Removíveis são retiradas para higiene, o que é uma vantagem real para quem tem limitação de destreza manual ou depende de cuidador. Também podem ser a opção viável quando falta suporte ósseo ou dentário para uma solução fixa.

Quando este tratamento não é indicado

Tão importante quanto saber quando o tratamento se aplica é saber quando ele não é a resposta certa — ou não é a resposta certa agora.

  • Doença periodontal ativaprótese sobre suporte doente falha; tratar antes, sempre.
  • Cáries não tratadas nos dentes de apoiocomprometem o pilar e, com ele, toda a prótese.
  • Dentes de prognóstico duvidoso como pilaresse o pilar for perdido, a prótese é perdida junto.
  • Ponte fixa quando o implante é viáveldesgastar dois dentes saudáveis para repor um ausente merece ser comparado com a alternativa que não os envolve.
  • Expectativa incompatívelnenhuma prótese devolve exatamente a sensação de um dente natural, e nenhuma dispensa manutenção.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor prótese dentária?

Não existe uma melhor em abstrato — existe a adequada para cada situação. A escolha depende de quantos dentes faltam, do estado dos remanescentes, da quantidade de osso disponível, das condições de saúde geral e da capacidade de higienização.

Coroa dentária precisa desgastar o dente?

Sim. A coroa envolve o dente, e para isso ele precisa ser preparado; o desgaste é inerente à técnica. Por isso a coroa é indicada quando já há grande perda de estrutura, fratura extensa ou dente tratado endodonticamente e fragilizado. Quando resta bastante dente sadio, uma restauração costuma preservar mais.

Prótese removível machuca no começo?

É comum haver pontos de pressão nas primeiras semanas, resolvidos com ajustes. Dor persistente, ferida que não cicatriza ou prótese que solta com frequência não são adaptação — são sinal de que a peça precisa ser ajustada ou reavaliada.

Posso trocar minha dentadura por algo fixo?

Frequentemente sim, com implantes. As duas rotas mais comuns são a sobredentadura, removível mas presa a implantes, e o protocolo, que é uma prótese fixa parafusada. A viabilidade depende do osso disponível, avaliado por tomografia, e das condições de manutenção.

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