Pular para o conteúdo
CirurgiaPeriodontia

Cirurgia plástica periodontal

Dr. Enor MassoniCRO-PR 4982Cirurgião Dentista - Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial

A cirurgia plástica periodontal reúne os procedimentos que corrigem a posição, o volume e o contorno da gengiva. Trata desde raízes expostas por retração gengival até desproporções entre dente e gengiva que comprometem função e aparência.

O que a retração gengival causa?

A exposição da raiz, que não é coberta por esmalte. Isso produz sensibilidade, maior risco de lesão de cárie radicular e alteração no contorno do sorriso.

A retração tem causas identificáveis, e tratá-las é parte do tratamento: doença periodontal, escovação com força excessiva e cerdas duras, fatores oclusais e características anatômicas do tecido.

Quando o recobrimento de raiz é indicado?

Quando há sensibilidade persistente, progressão da retração, risco de cárie radicular, ou quando a exposição compromete o contorno do sorriso — e quando as condições do tecido permitem prever cobertura.

O resultado depende do tipo de defeito. Recessões com osso e papilas interdentais preservados têm prognóstico de recobrimento melhor do que aquelas com perda óssea interproximal, e essa distinção deve ser explicada antes do procedimento.

O que é aumento de coroa clínica?

É o procedimento que expõe mais estrutura dental, reposicionando gengiva e, quando necessário, osso.

Tem duas indicações distintas: funcional, quando uma fratura ou cárie se estende abaixo da gengiva e é preciso expor margem sadia para restaurar; e estética, quando a proporção entre dente e gengiva compromete a harmonia do sorriso — o chamado sorriso gengival, que também pode ter outras causas.

Quando este tratamento não é indicado

Tão importante quanto saber quando o tratamento se aplica é saber quando ele não é a resposta certa — ou não é a resposta certa agora.

  • Doença periodontal ativaprecisa ser tratada e estabilizada antes de qualquer cirurgia plástica.
  • Causa não corrigidaoperar sem mudar a escovação traumática ou o fator oclusal tende a produzir recidiva.
  • Perda óssea interproximal importantelimita o recobrimento previsível; a expectativa precisa ser ajustada antes.
  • Tabagismo intensocompromete a vascularização e a previsibilidade do enxerto gengival.
  • Sensibilidade sem retraçãoquando a causa é outra, o tratamento é dessensibilizante ou restaurador, não cirúrgico.

Perguntas frequentes

A gengiva retraída volta ao lugar sozinha?

Não. A retração gengival não se reverte espontaneamente. O que se pode fazer é interromper a progressão corrigindo a causa, e em casos selecionados recobrir a raiz cirurgicamente. Por isso identificar e corrigir o fator causal vem antes de qualquer decisão cirúrgica.

O recobrimento de raiz sempre cobre toda a exposição?

Nem sempre, e isso depende do tipo de defeito. Recessões com osso e papilas interdentais preservados têm prognóstico de recobrimento mais previsível; quando há perda óssea entre os dentes, a cobertura tende a ser parcial. Essa expectativa deve ser alinhada antes do procedimento.

A cirurgia de gengiva dói?

Durante o procedimento não, porque é feito com anestesia local. O desconforto pós-operatório costuma ser moderado e maior quando há área doadora de enxerto no palato. A cicatrização inicial leva cerca de duas semanas, com cuidados específicos de higiene na área operada.

Escovar com mais força limpa melhor?

Não, e é uma das causas mais comuns de retração gengival. Força excessiva com cerdas duras desgasta o esmalte próximo à gengiva e contribui para a retração. A limpeza depende de técnica e de tempo, não de pressão.

Leia também

Ver todos os tratamentos